Síndrome da Fragilidade

Síndrome da Fragilidade

Geriatria

A Geriatria é a especialidade da Medicina que estuda o indivíduo idoso. A Síndrome da Fragilidade no processo de envelhecimento está relacionada a uma maior vulnerabilidade do paciente idoso a doenças e incapacidade física.

Muito vem se estudando no sentido de se descobrir o “segredo” do envelhecimento bem-sucedido.

Os estudos que começaram a citar o termo “fragilidade” datam do início dos anos 1990, no entanto, somente no começo do ano 2000, a Dra. Linda Fried e seus colaboradores definiram o “fenótipo da fragilidade”.

O fenótipo da fragilidade proposto por Fried et al. para facilitar o diagnóstico engloba sensação de fraqueza, diminuição da capacidade de realizar atividades e redução no desempenho físico, que podem resultar em incapacidade funcional. De modo objetivo, os critérios podem ser assim expostos:

1. Perda de peso não intencional: maior de 4,5 kg ou superior a 5% do peso corporal no último ano;

2. 2. Diminuição da força de preensão palmar, medida com dinamômetro e ajustada para gênero e índice de massa corporal (IMC);

3. 3. Diminuição da velocidade de marcha em segundos;

4. 4. Exaustão às queixas: “eu sinto que faço todas as minhas atividades com muito esforço” e/ou “eu não consigo continuar minhas atividades”;

5. 5. Baixo nível de atividade física à medida pelo dispêndio semanal de energia em kcal (com base no auto relato das atividades e exercícios físicos específicos realizados) e ajustada conforme o gênero.

Trata-se de um diagnóstico clínico, e pode ser realizado já em uma consulta médica inicial. Indivíduos com três ou mais critérios presentes são considerados frágeis; aqueles com um ou dois critérios são classificados como pré-frágeis e os que não apresentam nenhuma das alterações mencionadas são considerados robustos.

Indivíduos frágeis ou pré-frágeis podem ter piores desfechos de saúde em caso de infecção, desidratação, queda, internação hospitalar, dentre outros. Em geral, eles tendem a demorar mais tempo para voltar ao seu padrão funcional, em virtude de maior velocidade de perda muscular, maior estado pró-inflamatório e pró-trombótico.

DR. ANDRÉ K. PRIANTE KAYANO (CRM/PR 33127|RQE 18981)