O uso de perucas durante o tratamento oncológico

O uso de perucas durante o tratamento oncológico

Bem-estar

Em alta durante os anos 1960, quando eram usadas como acessórios para serem combinadas com looks ousados e divertidos, as perucas sempre tiveram seu lugar na história da beleza e, também, da moda. Hoje, elas voltam à cena para um fim maior: fortalecer a autoestima de mulheres e homens em tratamento oncológico.

Durante o período de tratamento oncológico, em especial após quimioterapias, é natural que ocorra determinada queda de cabelo. Essa queda recebe o nome de alopecia e é dividida em dois grandes grupos: cicatricial e não-cicatricial. No primeiro, há um dano definitivo que ocorre na raiz do cabelo, no folículo piloso – esse dano é ocasionado, geralmente, ou por doenças infecciosas e/ou inflamatórias ou por traumas permanentes. No segundo grupo, o da alopecia não-cicatricial, ocorre uma queda temporária e, muitas vezes, reversível – essa queda de cabelo pode acontecer em função de medicamentos, de traumas emocionais e, até mesmo, por problemas nutricionais.

A alopecia não-cicatricial também pode ser provocada pela quimioterapia. Nesses casos, em que o ciclo de crescimento natural do cabelo sofre a interferência das drogas quimioterápicas, comumente, recomenda-se o uso de perucas ou próteses capilares até que o cabelo volte a crescer ou que cresça até o estado desejado. O uso de perucas nesse período não só auxilia no fortalecimento da autoestima, como também pode fomentar uma melhora na imunidade de mulheres e homens em tratamento oncológico.

Para atender, com sensibilidade, as necessidades e os desejos desses pacientes, a indústria da beleza está se reinventado: você pode encontrar, atualmente, perucas de todo tipo, desde meias perucas, franjas falsas, próteses capilares, apliques para alongar áreas específicas do cabelo ou para apenas criar volume, mega hair, rabos de cavalo e tranças avulsas, até perucas costuradas juntamente com acessórios, como as que são acopladas em chapéus, bonés e turbantes.

Nesse grande universo de possibilidades, homens e mulheres podem encontrar opções personalizadas. No caso de pacientes oncológicos, é possível confeccionar uma peruca a partir do próprio cabelo da pessoa – mas, regularmente, para uma peruca de cabelo natural, é preciso mais do que o cabelo de uma única pessoa. Inês Michielin, cosmetóloga e esteta, proprietária do salão de beleza Inês Beauty, afirma que: “tudo depende do que a pessoa deseja e do tamanho do cabelo. É normal que se mantenha um corte similar, ou mais moderno, do que aquele que existia antes da queda do cabelo”.

Para Inês, “é importante que a pessoa procure o salão de beleza de sua confiança antes da queda começar, assim que o médico responsável sinalizar que isso irá ocorrer, pois, desse modo, pode-se melhor estudar o corte, o formato, a textura e o jeito como a pessoa deseja que a peruca ou a prótese fique”. A cosmetóloga ainda aconselha a observar o fator tempo, pois, dependendo do pedido, a peruca poderá levar um tempo determinado para ser confeccionada.

Em termos de qualidade, Inês aconselha a observar se a peruca foi (ou será) confeccionada com cabelo natural ou com cabelo sintético. As perucas de cabelo natural tendem a exigir um investimento alto, mas possuem naturalidade e durabilidade muito maior do que as sintéticas. A manutenção delas é semelhante ao que ocorre com o próprio cabelo, podendo receber desde shampoos, máscaras e condicionadores, até chapinha, tintura e descoloração.

Já as perucas sintéticas são de baixo investimento, entretanto, possuem uma vida útil curta. A manutenção exige cuidados especiais: as perucas de cabelo sintético não podem ser lavadas com shampoo, nem penteadas quando estão molhadas. Recomenda-se, para lavá-las, o uso de amaciante e, após a lavagem, deixá-las secar à sombra.

Outras opções também exigirão outros cuidados. Exemplos são as tranças nagôs, que possuem linhas de produtos especiais para o tratamento do respectivo tipo de fibra; e as próteses capilares masculinas que, se tiverem aplicação com cola cirúrgica, devem receber manutenção de 15 em 15 dias; ou, em caso de aplicação com fita dupla face especial, de 8 em 8 dias. A prótese capilar masculina requer, ainda, um cuidado a cada banho, já que é fixa e deve ser lavada diariamente.

A prótese capilar masculina também é indicada nos casos de calvície, seja ela advinda de alopecia cicatricial ou não. Para os homens calvos, a prótese permite fazer opção por um visual moderno ou clássico, devolvendo jovialidade e despojamento para o semblante. Vale destacar que ela pode ser confeccionada na cor do cabelo que ainda resta, para, assim, haver ainda maior naturalidade.

Independente da opção é importante que a escolha pela peruca certa seja acompanhada pela cabeleireira ou cabeleireiro de sua confiança e sob os cuidados médicos necessários. Homens e mulheres em tratamento oncológico que optam pelo uso de perucas e próteses capilares, optam, também, por se sentirem mais confortáveis e confiantes durante esse período; e optam, enfim, por uma forma de fortalecimento de sua autoestima. Para mais informações, entre em contato conosco.

➡️Inês Michielin - Cosmetóloga e Esteta