Imunoterapia com vacinas - Tratamento para Alergias Respiratórias

Imunoterapia com vacinas - Tratamento para Alergias Respiratórias

Otorrinolaringologia

Aproximadamente um quarto da população sofre de algum tipo de doença alérgica. Além das alergias de pele, as alergias de origem respiratória são as mais comuns, ou seja, rinites, asma, bronquites alérgica ou asmática. Durante a crise, o paciente fica com os olhos inchados e lacrimejando, tem coriza, espirros e falta de ar, o que causa um grande desconforto podendo se expressar de forma debilitante comprometendo muito a qualidade de vida daqueles que as possuem. Afetam principalmente crianças e adultos jovens, mas podem aparecer em qualquer idade.

Pessoas com doenças alérgicas apresentam alto risco de desenvolver mais alergias, um exemplo muito observado é a evolução de uma rinite severa para a asma, em pacientes sem acompanhamento médico.

O tratamento dos pacientes com doenças alérgicas respiratórias deve ser individualizado e consiste basicamente em três pilares: evitar o alérgeno (substância que causa alergia) e/ou controle ambiental, tratamento farmacológico (medicamentos) e imunoterapia (vacina).

A impossibilidade do afastamento do contato com o alérgeno, a intensidade das manifestações clínicas que determinem necessidade de medicação constante e concordância do paciente em receber imunoterapia são fatores que devem ser analisados na indicação da imunoterapia com alérgenos.

A vacina ou imunoterapia proporciona controle permanente dos sintomas e permite evitar o consumo de corticoides, anti-histamínicos, inaladores e outros medicamentos, que nunca estão livres de efeitos secundários. Diferentemente de outras intervenções, a imunoterapia específica é a única forma terapêutica que visa tratar a causa e não os sintomas e que proporciona melhora, em longo prazo, das doenças alérgicas.

O tratamento com vacinas envolve a administração de quantidades gradualmente crescentes de um alérgeno a um paciente, por um período de muitos meses. O tempo de tratamento varia, mas a melhora já aparece nas primeiras séries.

A indicação da imunoterapia deve ser fundamentada na avaliação da importância da alergia no quadro clínico do paciente, na comprovação da sensibilização do paciente através de exames laboratoriais e testes cutâneos e na disponibilidade do alérgeno para o tratamento.

Em resumo, a imunoterapia com alérgenos é um programa de vacinação que é altamente eficaz para os pacientes alérgicos. É o que mais se aproxima de uma “cura” para os que têm rinite alérgica, asma alérgica causada por alérgenos como ácaros, ou alergia a picadas de insetos.

*Dr. Márcio Pedro Martins CRM/PR 14832 RQE 12667