Diabetes Mellitus

Diabetes Mellitus

Clínica Geral

O que é Diabetes?

Diabetes Mellitus é uma doença crônica muito frequente, que leva a um aumento da glicose no sangue (hiperglicemia). Este aumento pode ocorrer por uma alteração na produção ou na ação da insulina, que é o principal hormônio regulador da glicemia. Aproximadamente no mundo 425 milhões de pessoas são portadoras de Diabetes, estima-se que até 2045 esse número suba para 629 milhões.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através de exame de sangue venoso. O exame mais comum (porém não é o único possível) é a dosagem da glicemia em jejum, sendo que valores acima de 126 mg/dL são indicativo de Diabetes. Vale lembrar que os testes realizados na glicemia capilar (de “ponta de dedo”) não são suficientes para o diagnóstico, sendo necessário confirmação por um exame de sangue venoso.

Como é classificado o Diabetes?

O Diabetes é classificado principalmente em três tipos: Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2 e Diabetes Gestacional.

O Diabetes Tipo 1 ocorre devido uma destruição autoimune das células produtoras de insulina no pâncreas, resultando na deficiência completa desse hormônio, por isso, o tratamento necessariamente deve ser através da aplicação de insulina exógena. Acomete principalmente crianças e adolescentes, porém, pode surgir em qualquer idade.

Diabetes Tipo 2 é a forma mais comum da doença, sendo responsável por cerca de 90% dos casos. A hiperglicemia ocorre por uma resistência à ação da insulina. Nas fases iniciais o tratamento pode ser realizado apenas com modificações no estilo de vida, porém, com a progressão da doença, é necessário o uso de medicamentos via oral e em alguns casos o uso da insulina também é recomendado.

Diabetes Gestacional é aquele diagnosticado durante a gestação, podendo ser transitório ou não ao término da gravidez e ocorre em mulheres susceptíveis devido a algumas alterações hormonais próprias da gestação.

Outros tipos de diabetes são bem mais raros e incluem defeitos genéticos do pâncreas e uso de certos medicamentos.

Quais os fatores de risco ao desenvolvimento da doença?

O Diabetes Tipo 1 ocorre por mecanismos genéticos e autoimunes ainda não completamente elucidados, já no Tipo 2 a doença ocorre geralmente associado ao sobrepeso e obesidade, com alimentação inadequada e sedentarismo, contribuindo para o agravo. Além disso, presença de hipertensão arterial, aumento do colesterol, aumento da circunferência abdominal e histórico familiar de diabetes aumentam o risco de desenvolvimento da doença.

Como é realizado o tratamento?

Em todos os casos deve haver um controle adequado da dieta e também se for possível atividade física, pois isso, permite um melhor controle dos níveis de glicose sanguínea. A escolha dos medicamentos se dá de acordo com o tipo de diabetes e a situação atual do controle da glicemia. Em todos os casos de Diabetes Tipo 1 deve-se utilizar insulina, pois é a única forma de controle, já que o corpo não produz o hormônio. Já no Tipo 2 existem diversos medicamentos via oral disponíveis (comprimidos), cada qual com um mecanismo de ação específico, sendo escolhido de acordo com cada caso, porém em algumas situações o uso da insulina também é necessário.

Quais os sintomas do Diabetes?

Os sintomas variam de acordo com a intensidade da hiperglicemia. Casos leves de Diabetes Tipo 2 podem passar despercebidos por vários anos até o diagnóstico, pois costumeiramente não provocam nenhum sintoma no início. Nos casos de grande aumento da glicose (tanto no Tipo 1 quanto no Tipo 2) o indivíduo pode apresentar aumento da sede, boca seca, necessidade constante de urinar (inclusive acordando na madrugada), perda de peso sem ter modificado a alimentação, falta de energia, dificuldade de cicatrização de feridas, sensação de formigamento nos pés e nas mãos, entre outros.

Quais as possíveis complicações?

Pessoas com Diabetes apresentam um aumento do risco de desenvolvimento de diversos problemas de saúde. Níveis constantemente altos de glicose podem levar a problemas nos olhos, causando cegueira; nos rins, com insuficiência renal; nos nervos, com neuropatia (sensação de formigamento dos membros, queimação, perda de força), além de doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC.

Manter os níveis de glicose controlados, bem como da pressão arterial e do colesterol, pode ajudar a retardar ou prevenir o surgimento desses problemas, por isso é muito importante sempre manter um bom controle da glicemia.

Como prevenir?

Podemos prevenir o Diabetes Tipo 2 através de uma modificação no estilo de vida, que incorpore hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividade física. As necessidades diárias de cada indivíduo são variáveis e devem ser instruídas de um modo individualizado, porém existem alguns hábitos que podemos aplicar em nosso dia a dia, como por exemplo:

1) Preferir o consumo de água ou chás em relação à bebidas açucaradas como refrigerante ou sucos industrializados;

2) Dar preferência a alimentos integrais (arroz, pão e massas) em substituição aos processados (farinha branca, arroz branco);

3) Adicionar fibras às refeições, como as encontradas nos vegetais;

4) Realizar atividades físicas de 3 a 5 vezes por semana, de 30 a 45 minutos cada sessão.

Ainda não há formas de prevenção contra o Diabetes do Tipo 1 pois os processos que levam à doença ainda estão sendo estudados.

DR. FERNANDO SPADA (CRM/PR 26.955|RQE 17831|RQE 17832)

DRA. ZULIANA SPADA (CRM/PR 28.148|RQE 20756|RQE 20757)