Daltonismo

Daltonismo

Oftalmologia

Daltonismo é uma alteração genética, presente deste o nascimento, que leva o portador a ter dificuldade na identificação de cores.

Trata-se de uma alteração genética recessiva ligada ao cromossoma sexual “X”. No caso do homem, cujos cromossomas sexuais são “XY”; como possui somente um “X”, isto se torna muito mais frequente no sexo masculino. Estima-se uma incidência de 8 por cento da população geral.

No caso da mulher que é portadora de dois “X”, sendo recessivo o cromossoma causador do daltonismo, se tiver em um dos “X” somente, não tendo no outro não terá o problema. Por isto é raro uma mulher ser portadora de Daltonismo. No caso teria que ter o gem nos seus dois “X” para o problema se manifestar. Por volta de 97% dos daltônicos são do sexo masculino.

Algumas doenças como diabetes, glaucoma e doença de Alzheimer, bem como uso de alguns medicamentos como alguns antidepressivo e medicação usada para disfunção erétil (Viagra, por exemplo) podem também ser causadores.

O daltonismo não tem cura, quando de origem genética. No caso de ser causado por doença ou medicação pode, quando a doença for tratada ou retirada a medição causadora, o portador voltar a enxergar as cores normalmente.

O problema acontece na retina do olho. Possuímos células chamadas cones que são responsáveis principalmente pela nossa visão diurna e de cores. Quando herdada alteração genética nestas células estas levam a alteração na percepção de cores.

Existem basicamente 3 variações de daltonismo: a deuteranopia, que é a dificuldade de enxergar cores verdes, a protanopia que é a dificuldade de enxergar cores vermelhas e a tritanopia (mais rara) que é a dificuldade de enxergar cores azuis.

O problema pode ser tão grave a ponto do portador enxergar em branco e preto, mas esta situação é bastante rara. O mais comum é ter dificuldade na identificação das cores verde e vermelho.

Se você não consegue ver o número 74 na imagem a baixo, você certamente é daltônico. Este é o teste de Ishiara, existem outros testes, mas este é o mais usado.

Curiosamente, a maioria dos daltônicos não sabe que são. Isto acontece porque aprendeu que a maneira como ele enxerga, embora com tom colorido diferente, é determinada cor.

O problema surge quando, geralmente na idade escolar, necessita escolher cores e interpretar gráficos. Navegar na internet também pode oferecer dificuldade. Para dirigir automóvel numa estrada com neblina por exemplo, ao invés de enxergar o vermelho da sinaleira do carro que vai na frente enxerga tudo cinza, semelhante a cor da neblina.

Caso o teste tenha indicado que você é daltônico, é bom saber que não há motivo para preocupações. Um daltônico pode tranquilamente vencer esta dificuldade. É importante saber que se tem a limitação, para poder lidar com ela. A limitação faz com que criemos soluções para superá-la.

O daltonismo não é uma doença grave, mas exige adaptações para evitar possíveis dificuldades e constrangimentos aos portadores. Existe um aplicativo para celular e tablet que compensa a dificuldade trazendo melhores condições para uso destes aparelhos. Nos lápis de cor da criança na idade escolar pode ser escrito o nome da cor no lápis. Em alguns países ao lado das luzes do semáforo acende também uma luz em forma de traço de cor branca, indicando qual das sinaleiras que está acesa.

A justiça brasileira reconheceu que os portadores de daltonismo são sujeitos dos direitos que a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Pessoas Portadoras de Deficiência estabelece e que cursos de educação complementar públicos ou privados devem promover adaptações em materiais didáticos para possibilitar o acesso dos daltônicos à informação.

Link de acesso a foto para fazer o teste: https://www.google.com.br/search?q=daltonismo&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjfxN6Hob3eAhUFW5AKHaP1CJEQ_AUIDigB&biw=1600&bih=786#imgrc=4t3gVIiksrg5lM:

DR. ANTONIO VILMAR ALVES (CRM 10889/RQE 5945)