A perda auditiva e a depressão

A perda auditiva e a depressão

Fonoaudiologia

Mais de 15 milhões de brasileiros sofrem com problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Desses, 12 milhões tem mais de 65 anos.

No caso dos idosos, a perda auditiva ocorre, na maioria das vezes, devido ao desgaste provocado pelo envelhecimento das células auditivas, como ocorre em qualquer outra parte do corpo.

Apesar dessa alta incidência, há grande resistência para admitir a perda auditiva. As estatísticas demonstram que 2 a cada 3 idosos acima de 70 anos com perda auditiva, nunca usaram um aparelho auditivo e só 16% dos adultos entre 20 e 69 anos que tenham problemas auditivos tentaram usar aparelhos auditivos.

É comum encontrarmos na rua pessoas usando óculos, mas não é o que ocorre no caso da perda auditiva. Apenas 40% das pessoas com problemas de audição admitem ouvirem mal.

A falta de informação correta e o preconceito fazem com que algumas pessoas esperem em média 6 anos para tomarem alguma providência.

Por não ouvir bem, o idoso muitas vezes acaba deixando de fazer as coisas que gosta como: assistir TV, ir ao cinema, restaurantes, participar de missas, reuniões familiares e vai se isolando aos poucos. Ele tende a sentir-se solitário e essa solidão quase sempre conduz à depressão e a perda do interesse pelas atividades que sempre realizou, simplesmente pelo fato de não entender bem o que os outros estão falando.

Muitas vezes o idoso finge estar escutando, quando na verdade não está, sendo comum os familiares dizerem que ele é distraído, confuso ou irritado.

A perda auditiva é uma experiência solitária para quem a sente, podendo trazer um sentimento de baixa autoestima, causando o isolamento e a depressão. Portanto é importante saber lidar com esta pessoa da melhor forma possível.

Existem formas diferentes de ajudar alguém a perceber que está sofrendo com algum grau de perda auditiva: fale claramente e pausadamente, mostre atenção e esclareça de que forma a perda auditiva da pessoa afeta a comunicação em casa.

Graças aos avanços tecnológicos, com o uso de aparelhos auditivos a pessoa que sofre com a perda auditiva pode ter uma melhor qualidade de vida.

Hoje em dia os aparelhos auditivos são pequenos, confortáveis, discretos, potentes e se adaptam às mais diversas necessidades.

No portfólio da Phonak encontramos soluções que se adaptam perfeitamente à vida do usuário. Desde aparelhos com resistência à agua, conectividade bluetooth com a maioria dos celulares, televisão e computadores, aparelhos recarregáveis permitindo um aproveitamento de até 24 horas de audição com uma única carga, aparelhos que oferecem soluções para as diferentes filosofias do tratamento de zumbido, aparelhos 100% invisíveis como o Lyric, e uma variedade de acessórios de comunicação wireless (sem fio), que oferecem melhor desempenho na compreensão de fala no ruído e à distância, onde momentos como assistir TV e ouvir música se tornam mais agradáveis e ainda oferecem a possibilidade do uso do telefone com as mãos livres.

Como variam bastante em características apenas um profissional da saúde auditiva, o fonoaudiólogo, tem a qualificação para ajudar na escolha certa.

Os aparelhos auditivos são um investimento na sua qualidade de vida. Afinal, você vale a pena!

*Débora Hoffmeister - Crfa-RS 4965