Doença renal crônica - O problema que leva à perda da função dos rins!

Doença renal crônica - O problema que leva à perda da função dos rins!

Nefrologia

O aumento da expectativa de vida da população vem apresentando novos desafios à saúde. Um deles é a manutenção da função renal. A maior dificuldade neste sentido é não perceber o problema em sua fase inicial acreditando que a presença de bom volume urinário reflete boa função renal. Não é verdade.

Os rins são órgãos vitais responsáveis por exercerem a eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração, regulação da formação do sangue e dos ossos, controle do balanço hidroeletrolítico e líquidos corporais e regulação da pressão arterial. Os rins filtram 180 litros de sangue por dia, apenas 1,2 a 1,8 litros de urina é produzida por dia, o que significa que o rim reabsorve aproximadamente, 99% do filtrado.

A doença renal crônica, faz com que os rins parem de funcionar de forma lenta, progressiva e irreversível. Se esta perda for leve ou moderada, podemos conviver com ela. Mas em casos de perda acentuada da função renal poderá ser necessário, mesmo que o paciente ainda mantenha um volume urinário normal, iniciar terapia renal substitutiva, geralmente através de hemodiálise. Atualmente, estima-se que 10% da população tenha algum grau de doença renal. O número chega a dobrar em pessoas entre 65 e 75 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia divulgado de acordo com o Censo de 2017, o total estimado de pacientes em tratamento dialítico no Brasil é de 126.583 mil brasileiros. Cerca de 70% dos pacientes que fazem diálise descobrem a doença tardiamente. Por isso a importância de detectar a doença precocemente.

As principais causas da DRC são a hipertensão e o diabetes, males cada vez mais frequentes em todo o mundo. Outras são os cálculos renais (pedras nos rins), infecções urinárias de repetição, glomerulopatias, doença renal policística.

A ausência de sintomas nos pacientes que se encontram nos estágios iniciais da DRC exige que os médicos mantenham sempre um nível adequado de suspeição, especialmente naqueles pacientes hipertensos, diabéticos ou com história familiar de doença renal. Quando a doença evoluiu para estágios mais avançados alguns sintomas podem aparecer como, elevação da pressão arterial, inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, fraqueza constante (anemia), inapetência (diminuição do apetite), náuseas e vômitos, dificuldade ou dor para urinar, urina com aspecto sanguinolento ou com muita espuma, dor lombar.

Se você possui qualquer um desses sintomas, alguma das doenças citadas acima ou história familiar de doença renal, deverá realizar exames para avaliar a função renal, como o exame simples de urina e dosagem da creatinina sérica. Procurar um nefrologista é indispensável nesses casos.

Como então evitar a doença renal crônica e a hemodiálise?

Há medidas que impediriam que muitas pessoas viessem a necessitar deste tratamento. As mais importantes e eficazes são: diminuir o consumo de sal nos alimentos, beber bastante água, manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos com regularidade, não fumar e manter um peso adequado. Controlar a pressão arterial e a glicemia (açúcar no sangue). Cuidado na hora de utilizar alguns medicamentos, remédios somente com indicação médica.

Dr. Ricardo Moreno (CRM/SC 14041|RQE 13884|RQE 13885|RQE 13997)

Dra. Carla B. Davi (CRM/SC 11436|RQE 14849|RQE 14848)